| STJ proíbe corte de vencimentos de grevistas do Ministério do Trabalho e Emprego |
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A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a União se abstenha de realizar corte de vencimentos dos servidores grevistas do Ministério do Trabalho e Emprego.
De acordo com a decisão, que se
baseou em voto do relator, ministro Hamilton Carvalhido, o vencimento é
verba alimentar e cortá-lo significaria suprimir o sustento do servidor e
da sua família.
A decisão
foi unânime. A Seção firmou posição de que o direito de greve não pode
ser negado aos servidores públicos e que o corte nos vencimentos não é
obrigatório. Para o ministro Carvalhido, pensar de forma diferente seria
como uma “retaliação, punição, represália ou modo direto de reduzir a
um nada esse legítimo direito consagrado na Constituição da República”.
Brasília-DF, 24 de junho/2010 O ministro destacou que inexiste previsão e disciplina legal para a formação do fundo de custeio do movimento, bem como do imposto a ser pago pelo servidor, para lhe assegurar tal direito social. Ele explicou que a ausência do fundo é situação mais intensa do que o próprio atraso no pagamento aos servidores públicos civis, o que justifica o afastamento da premissa da suspensão do contrato de trabalho, prevista no artigo 7º da Lei n. 7.783/1989. O ministro Carvalhido ainda explicou que não se está declarando o direito à remuneração independentemente do trabalho, cabendo, na decisão a ser proferida, no bojo da ação principal, dispor sobre restituição ao erário ou compensação dos dias paralisados, se for o caso. Em decisão anterior, o STJ havia determinado a manutenção dos serviços essenciais, como a expedição da carteira de trabalho e o pagamento do seguro-desemprego. A paralisação iniciou em 6 de abril. Fonte: Coordenadoria de Editoria e Imprensa – STJ |
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